A saga do anel para a noiva mais exigente do Brasil

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Confira a história dos noivos Fernanda e Caique

Ela assinava o email como “a noiva mais exigente do Brasil”. Há algum tempo, ao recebermos aquele email, ficamos com os olhos cheios de lágrimas pelas palavras tão lindas da Fernanda, geóloga, que se denominava leitora assídua da Mariée e queria elogiar nosso trabalho. Um gesto tão lindo que já nos deixou com um carinho e ansiedade especial pelo casamento que está por vir. Ao conversar com ela, descobrimos que seu noivo, o Caique, passou por uma verdadeira saga do anel para conseguir impressioná-la. Pedimos para que ele nos contasse como foi tudo isso e a história, nas palavras dele, não poderia nos surpreender mais. Afinal, uma noiva exigente e geóloga merecia a pedra mais especial e rara possível. Confira:

Mariée

Tudo começa assim.
(2002) Caique:
– Fer, um dia eu vou te dar um anel bem bonito… assim como os americanos fazem lá.

(2012) Fer:
– Lindo, você me enrolou mais de DEZ anos, já poderia ter me dado qualquer anel, mas agora eu escolhi. O Anel que quero É ESSE, somente esse, nada diferente desse e ponto.

É, ser noivo de uma noiva exigente não é fácil…

Mariée
Mariée

(Parte 1) A saga do Anel – A PEDRA

Começo a procurar o diamante. Mas não é qualquer diamante, é um DIAMANTE BRUTO. E não basta ser bruto, tem que ser bruto, bonito, com brilho, de cor específica, que dê encaixe no anel e que possua entre 2,5 a 3 quilates. AHAM…FÁCIL!!! Depois de muitos, muitos telefonemas e nada, resolvo ir ao município de Tibagi – cidade do diamante aqui do Paraná. Chegando lá, num buteco de dar medo e cheio de olhares desconfiados, conheço um tal garimpeiro que usava uma discreta corrente de ouro da largura do meu punho, com uma “pepita” como pingente. Conversa aqui e ali e… Resolvido: “consigo essa pedra pra você, segunda-feira eu te ligo”. Ele só não me avisou a segunda-feira de qual ano…

Mariée

Enquanto isso, em Roraima, Fer mobiliza metade dos garimpeiros e atravessadores de Boa Vista para ajudá-la na missão. Até “recompensa” ela andava oferendo. Até que alguém um dia lhe diz: “Eu sei onde você vai encontrar esse diamante: Santa Helena (Venezuela) – maior garimpo de diamante da America do Sul”. Pensei: Resolvido… só que não. Chegando lá, em becos escondidos, ela percebeu que havia uma “máfia” do diamante. Desconfiados, nenhum deles queriam lhe mostrar um diamante de 3ct, e para tê-lo ela teria que primeiro “pagar” a encomenda e aguardar (Ahan…tá). Partiu Brasil…

Tic-tac – O tempo vai ficando curto… Não tinha mais jeito, com o tempo curto (pra não dizer no negativo), segui para minha última esperança: Diamantina (MG). Numa viagem épica (1300km), bate-e-volta, dirigindo ao som de Iron Maiden e no estômago apenas um pacote de pingo d`ouro, chego em Diamantina. Lá me encontro com Sr. Geraldinho, um velho vendedor de gemas, conhecido por todos geólogos desse Brasil, e, no meu caso, minha salvação! Depois de visitar alguns vendedores de diamantes hostis (inclusive um Barão do café, que me fez tremer na base), percebi que “O Diamante” não era assim tão fácil de encontrar como eu imaginava. E aí, meu velho, bateu o desespero.

No dia seguinte, volto a me encontrar com um desses vendedores, e desta vez, procurando com mais calma, eis que surge bonito e brilhoso, ao sons das trombetas do céu ele…óóóohhhhh. Sr. Geraldinho diz: “Olha lá Carlos, é ele!”, eu respondo: “acho que é mesmo Sr. Geraldo”. Inseguro, fiquei 1 hora analisando a pedra, afinal, não se compra um diamante de 2,91 quilates todo dia. E pior, não dava pra errar né! Depois de um dia e meio, 1300 km percorridos, COMPRO O DIAMANTE. Resolvido. Aliviado, volto pra Londrina como quem carregava uma bomba ou coisa assim, com um medo de ser roubado, de perder a pedra, ou da mesma sair correndo sozinha de dentro da mala, rsrs. Verifiquei umas 8 vezes durante a viagem para certificar que o diamante estava lá dentro mesmo!

Mariée
Mariée

(Parte 2) O ourives

Melhor não arriscar, optei pela melhor joalheria da cidade. Sr. Pelayo ficou encantado com o design do anel e aceitou o desafio. Mas confesso que deixei a pedra lá com uma dor no coração. Eu acreditando que agora estava tudo certo (Sabe de nada inocente….) recebo uma ligação do Sr. Pelayo dizendo:  “Carlos, para unir a base com o aro vou precisar de uma solda a laser, embora tenha procurado ela não existe aqui e nem mesmo São Paulo. Posso usar outro método, mas há uma chance alta do diamante estourar!” Nessa hora eu quase chorei. Eu acho que eu chorei mesmo. Assumi o risco, cruzei os dedos e rezei… rezei bastante. Afinal, só eu sei como não seria fácil achar outra pedra bruta, bonita, blá blá blá… Uma semana antes do “Pedido de casamento”, volto ao ourives ansioso por boas notícias: “Sr. Pelayo deu tudo certo? vai conseguir finaliza-lo a tempo?” Ele: “Carlos, deu tudo certo, o diamante não estourou!”. Minha gente, depois de quebrar um pedaço do meu dente de tanto bruxismo, aquela noite eu dormi… só pra variar rsrs.

Mariée

Ao buscar o anel pronto na joalheria pude entender, pela primeira vez, o porquê da Fer tê-lo escolhido. Ele de fato é único, autêntico, exclusivo. Fez valer todos os esforços que passei para conseguir fabricá-lo. O anel de noivado mais geológico do mundo. 🙂

Então me ajoelho no chão, abro a caixinha e ela com aquele olhão me diz: – “Ah…o meu anel!!!”

Mariée
Mariée

Caique (o noivo sofredor)

 

Ah, quanto amor!

Fotos do ensaio: 18 Elementos

 

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